Soneto à mulher amada

29 setembro 2017

Soneto à mulher amada
 
Amada minha, ouve teu poeta!
espadas desejam nosso sangue
lâminas perfuram o que resta
e padeço-me na alma exangue.
 
Amada minha, ouve o teu poeta!
bendita és nos lírios da tarde
na ode duma açucena discreta
no beijo onde teu ventre arde.
 
A paisagem submersa nos lábios 
é antídoto dum veneno infernal
sendo nosso os cuidados vários 
 
E quando sentires as flores afinal 
Saberás, é o meu amor nos amparos
do semblante vivo de teu sinal.

 

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