In Edit 2017 traz 60 filmes sobre Punk Rock e Tropicália

15 junho 2017

Em 12 dias 60 filmes passam apressados nas salas de cinema da cidade de São Paulo como parte da programação do In-Edit, Festival Internacional do Documentário Musical.

A ideia de trazer a mostra para o Brasil foi do publicitário Marcelo Andrade que, na época, morava em Barcelona (cidade onde o In-Edit nasceu) e estava cansado de trabalhar na área. Depois de assistir a algumas sessões, ficou tão impressionado que decidiu correr atrás da organização do festival para investir na parceria. Desde então, o evento é parte do calendário cultural de São Paulo e está em sua 9ª edição.

Quem se arrisca na programação para além de seu gosto musical sai ganhando. A qualidade do filme não se mede pela relevância da banda retratada no documentário. Não é difícil se surpreender com bons filmes e histórias que, necessariamente, não estão relacionados ao nosso gosto pessoal.

Especial

Além das sessões do festival, há um olhar dedicado aos 40 anos do Punk Rock, numa celebração que reúne produção nacional e gringa sobre o gênero que transcendeu a música para se tornar referência cultural. Os 50 anos do movimento tropicalista e sua vertente musical são lembrados em filmes, debates e shows.

Veja destaques da programação:

 

(Créditos: Divulgação)

Chasing Trane. The John Coltrane Documentary

(John Scheinfield, Estados Unidos/2016, 99’)

Utilizando fotos e vídeos da época, o diretor John Scheinfeld evoca a parte mais humana de John Coltrane. A família, os primeiros passos na música, as drogas, os amores, a espiritualidade e seu entorno mais próximo. E logicamente, a música. Muita música.

 

(Créditos: Divulgação)

Gimme Danger

(Jim Jarmusch, Estados Unidos/2016, 108’)

The Stooges surgiu na segunda metade dos anos 1960, com o icônico Iggy Pop à frente, performances selvagens e atitude desafiadora. Aqui o diretor Jim Jarmusch coleta diversas imagens de arquivo, conversa com seus ex-membros e oferece aos fãs sua visão dessa catarse sonora.

 

(Créditos: Divulgação)

One More Time With Feeling

(Andrew Dominik, Reino Unido, França/2016, 112’)

Em 2015, Nick Cave entrou em estúdio para compor e gravar o álbum Skeleton Tree, o primeiro desde a morte de seu filho de 15 anos. Apresentado em branco e preto e em 3D, One More Time With Feeling registra um processo criativo doloroso, delicado e intenso.

The Jazz Loft According To W. Eugene Smith

(Sara Fishko, Estados Unidos/2016, 87’)
Entre 1957 e 1965, dezenas de músicos de jazz de Nova York se encontraram em um loft para ensaiar, improvisar, compor e relacionar-se. O vizinho do lugar era o fotógrafo W. Eugene Smith, conhecido profissional da revista LIFE, que registrou tudo com sua câmera e gravador portátil.

Two Sevens Clash (Dread Meets Punk Rockers)

(Don Letts, Reino Unido/2017, 60')

Muita gente se pergunta: de onde vem essa relação tão forte entre o punk e o reggae? Don Letts, que era DJ do Roxy Club de Londres em 1976, tem a resposta. No filme, ele conta sua própria história e aponta todos os seus pupilos.

Garotos do Subúrbio

(Fernando Meirelles, Brasil/1983, 42’)

Em 1983, o diretor Fernando Meirelles fez seu primeiro filme “mais trabalhado”. Entrevistando os protagonistas do movimento punk em São Paulo, ele constrói um retrato fiel daquele momento: a repressão, a falta de perspectivas, a violência e a fúria musical de quem não tem nada a perder.

Botinada! Origem do Punk no Brasil

(Gastão Moreira, Brasil/2006, 75’)

Sem dinheiro e com pouquíssima informação, garotos dos subúrbios do Brasil empunharam suas guitarras e ameaçaram a ordem estabelecida. O diretor Gastão Moreira coloca luz sobre essa história cheia de contradições e põe em pratos limpos um período marcado pela garra, pela atitude e pelo barulho.

Perdido em Júpiter

(Deo, Brasil/2016, 84’)

Dirigido por Deo e valendo-se apenas de imagens achadas na Internet, o filme foi construído a partir de  capturas de tela, resultando em uma obra tão original quanto o próprio Flávio Basso, ou Júpiter Maçã, um dos artistas mais talentosos de sua geração.

 

(Créditos: Divulgação)

Eu, Meu Pai e Os Cariocas - 70 anos de música no Brasil

(Lúcia Veríssimo, Brasil/2017, 112’).

Os Cariocas são uma marca na música brasileira e sua história é contada por uma observadora muito especial: Lúcia Veríssimo, filha de Severino Filho, líder do grupo. Além de uma homenagem ao pai, o filme também é um minucioso retrato sociopolítico e musical do País.

 

(Créditos: Divulgação)

Serguei, o Último Psicodélico

(Ching Lee, Zahy Tata Pur’gte, Brasil/2017, 115’)

Serguei, o Último Psicodélico traz depoimentos de gente que acompanhou as frenéticas aventuras de um dos símbolos do rock brasileiro. Angela Ro Ro, Frejat, Evandro Mesquita, entre outros, narram passagens deliciosas, em um filme tão irreverente quanto o próprio Serguei.

 

Serviço

In-Edit, Festival Internacional do Documentário Musical

14 a 25 de junho

Onde ver: CineSesc, Spcine Olido, , Spcine Lima Barreto (Centro Cultural São Paulo), Cine Matilha, Museu da Imagem e do Som, Cinemateca Brasileira e Circuito Spcine .

Entrada gratuita em todas as sessões e atividades do festival, exceto CineSesc R$ 12 (inteira)  | R$ 6 (meia) | R$ 3,50 (comerciários)

http://br.in-edit.org/

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