Ébria confissão de uma puta

20 outubro 2017

Ébria confissão de uma puta

Ouço o que a noite fala
e me calo!
Falo de amor por um trocado qualquer 
dano-me em noite de lua cheia. 
Encontra-me, Falo!
Outra vez me calo 
a fundo, 
entre a pausa
de um cigarro
e uma dose de uísque vagabundo,


a meia-noite ameaça
declamar o enigma
as cortinas fecham-se
onde penetra agonia
onde fazia frio
talvez em um prazer confuso
de absurdo choro, 
envolvendo-me à redenção.


As rosas pretas absorvem 
meu veneno selvagem
tento-te, atenta por milhares de maneiras suicidas
entregando-me a tal luto, pois, 
esquecerei de morrer.


A noite explora a palidez 
cínica do meu outro lado
do outro,
a brisa áspera condena-me em luzes mortais
deixando apenas
meu coração que chora - nunca de amor.

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